Momento Espírita
Curitiba, 24 de Abril de 2024
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ícone As lides do tempo

Um recurso valioso que se renova, diariamente, é o tempo.

De maneira positiva ou não, está em nossas mãos o destino que desejamos dar a ele.

O cientista, empenhado no labor da pesquisa, dele se servirá para elaborar vacinas, medicamentos, tecnologias e facilidades para o benefício do homem comum.

O professor, dedicado em aprender para ensinar, desenvolverá recursos pedagógicos e capacidades intelectuais diferenciadas para alcançar maior êxito.

Os que optarmos por uma atividade voluntária no bem, usaremos o tempo para o exercício do amor incondicional, ampliando os recursos do coração.

Temos ampla liberdade para nos servirmos como bem entendermos desse precioso recurso. Ele nos é dado. Ele nos pertence.

Se desejamos determinada formação acadêmica, necessitaremos do tempo para o curso superior, para a especialização, o mestrado, o doutorado.

Será o tempo que permitirá que a mágoa, um dia implantada em nosso coração pela ação alheia, possa ser dissolvida e nos sintamos aliviados da sua energia negativa.

Só com o passar do tempo iremos compreendendo as pessoas, tornando-nos menos exigentes a fim de desenvolvermos um olhar de benevolência.

O tempo consegue prodígios em tudo que, um dia, imaginávamos que seria impossível.

Contudo, nenhum de nós conseguirá, nutrindo horas vazias, resultados a médio ou longo prazo.

Nenhuma conquista se fará se não for trabalhada diariamente e construída passo a passo.

Algumas vezes nos enchemos de ansiedade para que tudo esteja pronto e resolvido em poucos instantes.

Em outros momentos, malbaratamos o tempo, preenchendo-o de horas vazias.

Duas atitudes incoerentes aos convites do tempo.

Há um tempo para todas as coisas, conforme lemos no texto bíblico: Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.

Porém, é necessário que façamos do tempo nosso aliado.

Por isso Jesus, no Sermão do Monte, nos aconselha a bater à porta, com a certeza de que ela se abrirá.

E a buscar para que consigamos encontrar.

É o convite para o uso do tempo de maneira dinâmica, proveitosa, atentos às ações que precisamos executar, às iniciativas que precisamos tomar.

Assim nos aconselhando, o Mestre nos convida ao bom uso das horas.

E será ainda ele que nos lecionará a calma, reduzindo a ansiedade, advertindo para que não nos preocupemos com o amanhã.

De um lado, temos o convite para a utilização do tempo, a fim de colher frutos e angariar conquistas.

De outra banda, o chamado à paciência, no aguardo de respostas e da consolidação de certos planos, que serão concluídos em momento propício.

Este é o desafio do tempo: nem transformá-lo em horas mortas, nem acelerá-lo na ansiedade de tudo querer de forma imediata.

Aproveitemos, dessa maneira, o tempo do hoje para semear as coisas que desejamos colher, um dia.

Aguardemos as semanas, os meses, talvez os anos para a colheita farta dos frutos que estamos semeando.

Redação do Momento Espírita,
com transcrição do cap. 3, vers. 1,
 do livro bíblico Eclesiastes.
Em 17.2.2024.

 

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