Momento Espírita
Curitiba, 30 de Abril de 2026
busca   
no título  |  no texto   
ícone Uma grande covardia

O hábito da maledicência é bastante enraizado em nossa sociedade.

A criatura que jamais tece comentários maldosos sobre seus semelhantes chega a constituir exceção.

Mesmo amigos, não raro, nos permitimos criticar os ausentes.

Quase todos os homens possuem falhas morais.

Seria sinal de pouca inteligência não perceber essa realidade.

Não é possível ver o bem onde ele não existe.

Também não é conveniente ser incapaz de perceber vícios e mazelas que realmente existam.

Mas há uma considerável distância entre identificar um problema e divulgá-lo.

Encontrar prazer em difamar o próximo constitui indício de mesquinharia.

Esse gênero de comentário é ainda mais condenável por ser feito de forma traiçoeira.

Frequentemente, quando criticamos o vizinho, o companheiro de atividades, não temos coragem de fazê-lo frente a frente.

É uma grande covardia sorrir e demonstrar apreço por alguém e criticá-lo pelas costas.

Antes de tecer um comentário, é preciso ter certeza de que ele traduz uma verdade.

Sendo verdadeiro, torna-se necessário verificar se há alguma utilidade em divulgá-lo.

A única justificativa para apontar as mazelas alheias é a prevenção de um mal relevante.

Se o problema apresentado por uma criatura apenas a ela prejudica, o silêncio é a atitude digna.

Assim, antes de abrirmos a boca para caluniar alguém, tenhamos certeza da veracidade dos fatos.

Reflitamos se nosso agir visa a evitar um mal, ou se é apenas o prazer de maldizer. Na segunda hipótese, é melhor nos calarmos.

Relevante nos indagarmos se temos coragem de comentar a ocorrência na frente da pessoa criticada.

Isso permitirá a ela dar a sua versão dos fatos e defender-se de inverdades.

Dessa maneira, não nos revistamos com a capa lamentável da covardia.

Não nos tornemos aquele que agride de preferência as pessoas frágeis.

Nem nos utilizemos de subterfúgios, pela falta de coragem para atacar diretamente.

O homem que é alvo do nosso ataque covarde geralmente nem sabe o que lhe aconteceu.

Apenas se espanta ao deparar com sorrisos irônicos aonde quer que vá.

Em ambientes em que era recebido calorosamente, agora só encontra frieza.

Percebe, perplexo, o afastamento de amigos e parentes.

As fisionomias outrora benevolentes tornam-se sisudas.

Raramente alguém lhe esclarece a razão do ocorrido.

Dessa maneira, ele é julgado e condenado sem possibilidade de defesa.

Analisemos nosso proceder e verifiquemos se, por leviandade, às vezes, agimos de maneira maldosa e covarde.

Pensemos nos prejuízos que nossas palavras podem causar na vida dos outros.

Imaginemos se fôssemos nós a vítima do comentário ferino.

Certamente gostaríamos de que a generosidade de alguém apagasse o rastilho de boatos e suspeitas infundadas. Ou nos cientificasse a respeito.

Eliminemos o hábito da maledicência.

Trata-se de um comportamento contaminado pela covardia.

E, sem dúvida, nenhum de nós tem como ideal de vida abraçar esse vício moral.

Pensemos nisso!

Redação do Momento Espírita
Em 23.4.2026

 

Escute o áudio deste texto

© Copyright - Momento Espírita - 2026 - Todos os direitos reservados - No ar desde 28/03/1998