Momento Espírita
Curitiba, 17 de Junho de 2026
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ícone A inabalável certeza

Eram nove horas da manhã quando O crucificaram.  Com Ele, dois ladrões, um à Sua direita e outro à Sua esquerda, cumprindo a escritura que diz: Ele foi contado entre os transgressores.

Os chefes dos sacerdotes e os mestres da lei zombavam dEle, dizendo: Salvou os outros, mas não é capaz de salvar a si mesmo!

Ele morreu em torno das três da tarde. Foi uma agonia de seis horas. Abreviada pelo martírio dos açoites a que fora submetido, que lhe provocaram grande perda de sangue.

Nem mesmo água lhe fora dada, após a ceia do cair da tarde/início da noite de quinta-feira.

Estava de tal maneira exaurido que os soldados, temerosos de que Ele não chegasse vivo ao Calvário, exigiram que o homem de Cirene levasse a cruz.

Frequentemente, nos detemos demoradamente no Calvário, no peso do madeiro e no martírio físico de Jesus.

Continuamos a mostrá-lO preso a uma cruz. É justo que honremos o sacrifício, mas importante que a contemplemos como um hífen de luz que verticalmente une os céus à Terra.

E o que mais devemos evidenciar, como seguidores de Jesus, é a Sua ressurreição gloriosa.

O mundo acreditou que estava silenciando a verdade. O que as autoridades da época não compreendiam e o que, muitas vezes, nós ainda custamos a entender, é que o Espírito não pode ser pregado em uma viga de madeira.

O que morreu na cruz foi o invólucro, a vestimenta de carne que permitiu ao Mestre caminhar entre nós.

Porém, a essência, aquela chama que Ele chamava de Eu sou, permaneceu intacta.

O silêncio do sepulcro não foi uma derrota, mas o intervalo necessário para que a maior lição de toda a História humana fosse gestada: a prova definitiva de que a vida é um fluxo contínuo que não se interrompe com o cessar dos batimentos cardíacos.

A manhã da ressurreição confere o atestado irrevogável da vitória de Jesus sobre a morte. Ao ressurgir, Ele lhe altera a natureza, transformando-a de um abismo em uma ponte.

O Cristo ressurreto é a prova viva de que a biologia não tem a última palavra sobre a nossa existência.

Ele surge com um corpo transformado, glorioso, que retém as marcas da Sua passagem pela Terra, mas que não é escravo das leis da matéria.

E tudo é tão grandioso na ressurreição que os relatos são de que Ele apareceu aos peregrinos que se dirigiam a Emaús, andou com eles, entrou na pousada e repartiu o pão, momento em que eles O identificaram.

Esteve no cenáculo por duas vezes, apareceu na praia, às margens do Tiberíades, visto por sete dos Seus apóstolos.

A ressurreição de Jesus é o argumento final contra o desespero.

Ela nos diz que somos seres espirituais simplesmente vivendo uma experiência humana. Jesus venceu a morte para que pudéssemos compreender que a nossa verdadeira pátria não é feita de pó, mas de luz.

A glória daquele domingo é o sol que nunca se põe na alma de quem crê.

A morte morreu naquela manhã. O que resta é a certeza de que a vida é imortal, pujante e soberana.

Jesus testificou com o próprio ser que, assim como Ele venceu o mundo e a morte, nós também estamos destinados à glória da vida sem fim.

Redação do Momento Espírita
Em 17.6.2026

 

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