Momento Espírita
Curitiba, 16 de Junho de 2026
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Possivelmente, você clicou em alguns botões para ouvir esta mensagem. Acessou um site, um link, usando o sistema de touch screen. Aumentou volume, baixou.

Para isso, teve de utilizar o smartphone, que também foi ligado por um botão. Ou um computador pessoal: ligou, clicou aqui, ali e abriu.

Perceba como sua vida é repleta de botões.

Quantos controles remotos? Quantos controles para abrir portão, porta do carro, ligar ar-condicionado, acionar ou desligar alarmes. Botão para dar entrada num relógio de ponto. Botões e botões.

Tudo se liga e se desliga, se acessa ou se desconecta por eles. É uma grande praticidade.

Tudo, menos você mesmo.

Já percebeu isso? Não possuímos botões. Não temos esses sistemas e nunca tivemos.

Somos outro tipo de máquina, outro tipo de sistema.

Acontece que nos acostumamos tanto com o mundo do liga/desliga, com o mundo do standby, dos acessos rápidos para isso e aquilo, que muitos de nós começamos a nos tratar assim também.

Temos certeza de que um dos nossos grandes inimigos é o alarme da manhã.

Em tempos idos seria um relógio barulhento na cabeceira, treinado para nos acordar na hora marcada. Marcada com o compromisso, mas não com o corpo. Paramos para pensar nisso?

Chegamos a inventar o rádio-relógio, que poderia nos despertar com música ou com um alarme que parecia um aviso de incêndio, de tão assustador.

Muitos relógios e rádios foram destruídos por pessoas que se revoltavam contra aquela determinação das horas.

Por que será? Porque nosso corpo não tem botões, não é uma máquina com circuitos, com placas, que pode ser simplesmente acordado a tal hora e sentir-se bem. Depende de muitos fatores.

Passamos a nos tratar como se pudéssemos ser ligados e desligados a qualquer momento.

Deita na cama. Aperta o desliga. A tal hora, aperta o liga e sai vivendo.

O corpo cansa. Algo que nos ameaça acontece. Aperta o botão da fome, da sede, do pequeno descanso. E tudo parece seguir funcionando bem.

Sabemos que não é assim conosco.

Nosso corpo, ligado diretamente à mente, comandado pelo Espírito, é muito mais complexo e precisa ser respeitado, precisa ser mais bem tratado.

Precisamos entender como funcionamos. Precisamos perceber nosso ritmo e não sermos agressivos conosco mesmo.

Ideal seria deixar o corpo acordar sem a utilização de recursos externos, barulhentos, que o colocam em alerta como preparado para o perigo.

Ideal prepará-lo igualmente para o sono, reduzindo o ritmo gradualmente ao chegar a noite, cuidando dos hábitos, daquilo que assistimos, daquilo que lemos e com o que nos alimentamos.

A oração será sempre um recurso precioso nesse preparo. Não pode ser mais um botão, mas sim uma proposta de higiene da alma, uma transição saudável e lenta entre momentos importantes do dia.

Pensemos nisso, na próxima vez que apertarmos qualquer botão. Quais deles nos fazem bem? Quais deles estão quase nos escravizando e nos tornando dependentes de algo que não precisamos?

Lembremos: não temos em nós os botões de refletir, pensar, sentir.

Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita
Em 7.7.2026

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