Momento Espírita
Curitiba, 28 de Junho de 2026
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ícone Três perguntas

Conta-se que um soberano, no intuito de melhor governar, procurou um sábio para auxiliá-lo a estabelecer a melhor estratégia.

Vestiu roupas simples e, antes de chegar ao destino, apeou do cavalo, deixou seus guarda-costas para trás e foi sozinho.

O sábio estava cavando o chão em frente à sua cabana. O rei chegou e disse:

Vim procurá-lo porque preciso que me responda três perguntas:  Como posso aprender a fazer o que é certo na hora certa?

Quem são as pessoas às quais devo prestar maior atenção?

Quais os assuntos aos quais devo conceder prioridade?

O sábio não respondeu e continuou a cavar, demonstrando dificuldade na tarefa.

O rei se ofereceu para cavar em seu lugar e preparou duas extensas sementeiras.

Ao final da tarde, como não obtivesse resposta alguma, preparou-se para partir.

Então, da floresta surgiu um homem correndo. Estava ferido e caiu desmaiado.

O rei e o sábio o socorreram e conseguiram estancar a hemorragia. Levaram-no para a cama. E, porque a noite chegara, o rei sentou-se na entrada da cabana e, cansado, adormeceu.

Ao despertar pela manhã, demorou um pouco para se dar conta de onde estava. Voltou-se para dentro. O ferido o olhou e lhe pediu perdão.

Não tenho nada para lhe perdoar, disse o rei. Nem o conheço.

Mas eu o conheço. O senhor prendeu meu irmão e jurei acabar com sua vida. Esperei na floresta para matá-lo.

Mas o senhor não voltou. Saí de meu esconderijo e seus guarda-costas me feriram.

Fugi deles. Teria sangrado até a morte se não me tivesse socorrido. Se eu sobreviver, serei o mais fervoroso de seus servos.

O rei ficou satisfeito por ter conseguido a paz com seu inimigo. Disse que mandaria seu médico para atendê-lo.

Levantou-se e procurou o sábio, que estava plantando nas sementeiras cavadas no dia anterior.

Então, vai responder às minhas perguntas?

Erguendo os olhos, o sábio lhe respondeu:

O senhor já tem todas as suas respostas.

E, ante a surpresa do rei, explicou:

Se Sua Majestade não tivesse ficado condoído da minha fraqueza, ontem, e cavado essas sementeiras para mim, indo embora, teria sido atacado por aquele homem.

Teria se arrependido de não ter permanecido comigo. Por isso, a hora mais importante foi quando cavava as sementeiras.

Eu era o homem mais importante. Fazer-me o favor foi o mais importante.

Depois, quando o quase assassino chegou correndo, a hora mais importante foi quando cuidou dele. Se não fizesse isso, ele teria morrido sem estar em paz consigo.

Por isso, ele era o homem mais importante. O que foi feito por ele foi o mais importante.

Então, majestade, só existe um momento importante, o agora.

O homem mais importante é aquele com quem você está, pois ninguém sabe se vai tornar a lidar com outro alguém.

O assunto mais importante é fazer o bem para esse com quem se está, pois esse é o grande propósito da vida.

*   *   *

A hora de agir é agora. O local onde nos encontramos é o mais ajustado. As pessoas que estão conosco são as ideais para a nossa vida e o nosso crescimento.

Pensemos nisso!

Redação do Momento Espírita, com base no
 cap.
Três perguntas, de Léon Tolstoi, de O livro
 das virtudes, de William J. Bennett, v. II, ed.
Nova Fronteira.
Em 21.7.2026

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