Momento Espírita
Curitiba, 16 de Junho de 2026
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ícone Nossas colunas de sustentação

Muitas vezes, ao cruzarmos o limiar de uma nova existência, o véu do esquecimento nos envolve como um manto protetor.

Olhamos ao redor e vemos rostos familiares, ouvimos vozes que nos acalentam. Também, por vezes, enfrentamos temperamentos que nos desafiam.

No entanto, raramente nos damos conta da grandiosidade do planejamento que nos trouxe onde nos encontramos.

Nada, absolutamente nada na economia divina acontece ao acaso. O berço onde despertamos, a família que nos recebe, o solo em que pisamos e as circunstâncias que nos cercam são peças de um mosaico meticulosamente desenhado pelo amor supremo.

Retornar ao cenário da carne é oportunidade de refazer caminhos, de polir a alma e de aprender a amar com a pureza que o Cristo nos ensinou.

Para que esse aprendizado seja legítimo, Deus nos concede o benefício do esquecimento. Imaginemos se carregássemos, a cada minuto, o peso consciente das nossas falhas de outrora.

O remorso seria um fardo pesado demais, uma âncora a nos prender ao passado, dificultando-nos decisões e ações.

O esquecimento é a liberdade que nos permite agir com espontaneidade, permitindo que o nosso eu de hoje construa uma nova história, sem o martírio constante da culpa.

É verdade que voltamos para o convívio daqueles com quem temos contas a ajustar. A família, nesse aspecto, funciona como um hospital bendito, onde as enfermidades do orgulho e do egoísmo encontram o remédio amargo, porém necessário, da convivência difícil.

Mas a Justiça Divina é, acima de tudo, equilíbrio e misericórdia.

Por isso, não renascemos apenas entre opositores ou corações feridos por nossas ações passadas.

Junto de nós, retornam também os nossos grandes amores. Espíritos que, em séculos passados, entrelaçaram suas luzes com as nossas.

Algumas dessas almas pediram para estar conosco, se voluntariaram para dividir o pão e o teto, a fim de serem o nosso ponto de apoio quando as forças nos parecerem minguar.

Percebamos que, entre os desafios do cotidiano, existem essas colunas de sustentação. Pode ser o pai que oferece o conselho prudente, a mãe cujo abraço tem o condão de curar qualquer ferida, o irmão confidente das horas incertas, que vibra na mesma frequência da nossa alma.

Esses amores são as mãos invisíveis de Deus que nos sustentam na jornada.

Eles são o repouso na tempestade. São os que enxergam a nossa essência, para além dos nossos erros e limitações temporárias.

São esses afetos que nos auxiliam a galgar, degrau a degrau, a escada da perfeição, transformando o resgate penoso em uma caminhada de aprendizado compartilhado.

A família é um ponto de encontro de almas que, entre sorrisos e lágrimas, tecem a rede de proteção que nos mantém de pé.

Ela é a prova de que o amor é a força que tudo vence e que ninguém, absolutamente ninguém, caminha sozinho.

Que possamos honrar esses encontros, compreendendo que nos braços daqueles que nos amam encontramos a coragem necessária para vencer a nós mesmos e transformar em vitória nossa estada na Terra.

Redação do Momento Espírita
Em 28.7.2026

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