Momento Espírita
Curitiba, 13 de Agosto de 2026
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ícone Pessoas queridas

Uma das coisas mais desafiadoras da nossa jornada é conviver em harmonia com aqueles a quem amamos.

Por vezes, esquecemos que a pessoa querida é um mundo inteiro à parte, trazendo sentimentos e formas de pensar que podem ser muito diferentes dos nossos.

Certamente, já nos pegamos querendo que este ou aquele familiar pense exatamente como nós. Ou que entenda aquilo que estamos explicando da mesma forma que faz sentido para nós.

Nossa, para mim isso é tão claro! Não é possível que fulano não veja assim, ou não esteja enxergando isso!

Pois é muito possível que assim seja.

Imaginemos que a lente de enxergar de cada um foi elaborada por um cristal distinto.

Em seus componentes, temos milênios de experiências passadas, décadas de cultura e educação, além de uma boa dose de distorções e manchas.

Não há uma pessoa igual a outra. Por sermos distintos, vemos as coisas de forma distinta.

Portanto, é fundamental entender a situação de cada um.

Naturalmente, devemos incentivar os familiares a darem o seu melhor, servindo-nos do diálogo construtivo para sugerir mudanças e melhorias. O amor age assim.

Mas, se os nossos conselhos não forem seguidos, em especial por aqueles que alcançaram a fase adulta, não devemos tentar prendê-los aos nossos pontos de vista. Isso seria uma forma de violência.

É comum, como pais, irmãos ou amigos, planejarmos a felicidade perfeita no casamento ou grandes títulos acadêmicos para os nossos jovens.

No entanto, pode ser que eles tenham vindo à Terra justamente para enfrentar tarefas árduas ou relacionamentos desafiadores, que fazem parte da sua evolução.

Tentar desviá-los desse caminho seria desrespeitar aquilo que eles vieram desenvolver.

E se aquelas almas que tanto amamos acabarem tropeçando e caindo no erro? Não condenemos e não reprovemos.

Deixemos que elas façam as suas escolhas. Afinal, nós também não suportaríamos que alguém impusesse regras sobre o nosso modo de viver.

Mantenhamos a serenidade diante dos caminhos que o próximo decidir trilhar.

Vivamos a nossa vida com consciência e permitamos aos demais a liberdade de viver a existência que o Criador lhes concedeu.

* * *

Um dos maiores desafios da atualidade é o conflito de gerações.

Na verdade, isso sempre houve, pois uma nova geração normalmente apresenta mudanças significativas em relação à que lhe precedeu.

A tendência dos mais antigos na encarnação será achar que o seu modo, a sua época, os seus costumes, eram melhores. E os novos, são absurdos.

Pensemos bem antes de chegar a essa conclusão com tanta rapidez. O que, nesse julgamento, é da nossa lente, do nosso apego afetivo com nosso tempo e o quanto é avaliação de valores verdadeiros, aqueles que não têm tempo nem idade?

Sejamos os defensores dos bons costumes. Daqueles que remetem à prática do amor ao próximo e à construção do ser espiritual, porém, não nos fechemos às novas ideias, aos novos pontos de vista.

Há muito ainda a construir em nós. Todas as gerações têm o que aprender umas com as outras. Respeitemos isso.

Redação do Momento Espírita com base no cap. 10, do
 livro
Calma, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de
 Francisco Cândido Xavier, ed. GEEM.
Em 13.8.2026

 

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