Momento Espírita
Curitiba, 19 de Agosto de 2026
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ícone Onde começam as guerras

Olhamos para o mundo e, frequentemente, nos assustamos com as notícias de conflitos, bombardeios e nações que se levantam contra nações.

A história humana parece ser um desfilar incessante de batalhas. Diante disso, é comum nos sentirmos impotentes, lamentando a crueldade alheia ou a frieza dos estrategistas políticos e militares.

No entanto, cabe-nos erguer o véu das aparências e admitir que a guerra é a triste consequência da predominância da nossa natureza animal sobre a espiritual.

Isso nos traz uma verdade profunda e inadiável: a guerra começa na intimidade de cada um de nós.

Antes que o primeiro tiro seja disparado nos campos de batalha, a guerra foi declarada nos corações. Ela nasce no orgulho que rejeita a diferença, no egoísmo que exclui, na ambição de dominar o outro.

Cada vez que alimentamos o ressentimento, que respondemos com violência no trânsito ou criamos barreiras de incompreensão dentro do próprio lar, estamos plantando as sementes que, multiplicadas coletivamente, desaguam nas grandes tragédias da humanidade.

Por isso, a eliminação da guerra da face da Terra compete exclusivamente a cada um de nós, seres humanos. Não adianta esperarmos por tratados políticos ou decretos governamentais.

A paz não se assina com caneta. Escreve-se na alma desde que os conflitos coletivos são reflexos diretos de nossas próprias escolhas morais.

A Terra caminha para se tornar um mundo de regeneração, onde a guerra desaparecerá em definitivo. Mas esse momento só chegará quando compreendermos que somos Espíritos imortais em evolução e que a mudança do mundo exige, inevitavelmente, a nossa própria renovação moral.

Nesse cenário de transição, ecoa com impressionante atualidade a sublime proposta de paz de Jesus: Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.

Cristo não nos pediu para sermos apenas pacíficos, assistindo inertes à dor do mundo. Ele nos convocou a sermos pacificadores. Agentes ativos da concórdia e da união.

O verdadeiro pacificador é aquele que primeiro pacifica a si mesmo. É quem escolhe o perdão em vez da revanche, a escuta acolhedora no lugar do julgamento apressado e a caridade silenciosa que reconstrói pontes onde o orgulho cavou abismos.

Ser pacificador é desarmar o próprio coração diante das ofensas cotidianas.

A paz que tanto almejamos para o planeta está em nossas mãos. Ela se constrói nos gestos simples da vida cotidiana: na tolerância diante das diferenças, no respeito mútuo e na disposição constante para o diálogo.

Sejamos nós a resposta ao clamor da Terra. Sejamos os pacificadores da nossa família, do nosso ambiente de trabalho, da nossa comunidade.

Paz é ação no bem.

A verdadeira paz, a do Cristo, é a que propõe trabalho ativo e continuado para o bem, é a que ensina o cumprimento dos deveres como parte da autodisciplina.

Quando a paz habitar o íntimo de cada criatura, as armas perderão o sentido e a guerra será apenas uma lembrança distante de uma humanidade que aprendeu, finalmente, a amar.

Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita, com frases
extraídas do cap. 2, do livro
Quem é o Cristo?, pelo
 Espírito Francisco de Paula Vítor, psicografia de
Raul Teixeira, ed. Fráter.
Em 19.8.2026

 

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