Momento Espírita
Curitiba, 29 de Agosto de 2026
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ícone Nossas tentações

Viver na Terra é uma dádiva sublime, uma jornada indispensável que nos enriquece a cada amanhecer. O contato com o nosso semelhante e com os fenômenos da natureza esculpe a nossa alma, estimulando-nos a crescer.

Nessa bela escola que é o mundo, caminhamos por trilhas onde, por vezes, nos deparamos com um dos mais delicados desafios da alma humana: o das tentações.

Quase sempre, diante desse espelho da vida, fazemos um juízo equivocado de nós mesmos e superestimamos as nossas forças.

Juramos ao vento que somos inabaláveis, que jamais cederemos a determinados apelos e que não cairemos nas armadilhas do caminho. No entanto, em momentos de distração, adotamos posturas infelizes obedecendo exatamente a esses apelos.

Eles surgem disfarçados de promessas fáceis. Apresentam-se na ilusão de experimentar um vício apenas uma única vez, sob a crença de que manteremos a sobriedade. Mostram-se na temeridade de pisar fundo no acelerador e desafiar o perigo, ou na sombra de nos apropriarmos do que não nos pertence.

E, quando nos equivocamos, é tão humano terceirizar a responsabilidade pelas nossas quedas, justificando que foram as más companhias ou as entidades sombrias que nos arrastaram ao abismo.

A verdade, porém, é que a tentação age no sagrado território da vontade. Não realizamos coisa alguma que não encontre eco nesse nosso território.

Afinal, a tentação não está do lado de fora. Ela reside dentro de nós. É o eco de uma bagagem interior que aguarda pela ação da disciplina de uma situação íntima ainda não trabalhada devidamente.

As influências infelizes, sejam espirituais ou dos que se encontram na esfera física, como nós mesmos, apenas se aproveitam das nossas brechas morais, somando o desejo delas à nossa débil e indisciplinada vontade.

Jesus Cristo nos ensinou que quem busca encontra. Se nos pusermos a rastrear a origem de um espinho, certamente nos depararemos com o espinheiro. Se procurarmos perfumes e cores, a vida nos guiará a um jardim.

Para que possamos triunfar e transformar as nossas fragilidades em força, o Mestre Jesus nos entregou uma bússola infalível: oração e vigilância.

Aprendamos a orar, construindo essa ponte luminosa de amor com o Divino.

Saibamos ter vigilância, que nada mais é do que o cuidado amoroso com nós mesmos, prestando atenção aos caminhos por onde trafegamos, para onde vão os nossos pensamentos e quais serão as consequências dos nossos atos.

Entendamos as tentações como pedras da estrada, criando impedimentos à movimentação dos viajantes do progresso. São os espinhos cravados nas carnes do coração ferindo, a cada contração muscular.

Constituem, também os estímulos à vitória, à transformação íntima para melhor. São o aguilhão que impele para a frente todo aquele que lhe padece o estímulo.

Somos Espíritos imortais em marcha evolutiva. Usemos a nossa vontade soberana para educar nossos pendores.

Cada desafio superado é uma vitória, um degrau acima, preparando a nossa alma para que um dia, plenos de luz, possamos finalmente tocar as estrelas.

Redação do Momento Espírita, com base na pt. 3,
 cap. 14, do livro
Vida e Valores, ed. FEP e no cap. 5 do
 livro
Desperte e seja feliz, pelo Espírito Joanna de Ângelis,
 psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.
Em 29.8.2026

 

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