Momento Espírita
Curitiba, 10 de Setembro de 2026
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ícone Copo meio cheio

Certamente já ouvimos algo ligado à analogia do copo meio cheio ou copo meio vazio.

É comum que identifiquemos a atitude de enxergar o copo meio vazio com o pessimismo, enquanto enxergar o copo meio cheio é atribuído aos otimistas.

A comparação não é antiga. Os registros nos mostram a expressão sendo utilizada na metade do século 20, primeiramente falando em tanques de combustível.

Logo depois, falou-se em garrafa e depois em copo, quando um economista, enfim, afirmou que um otimista é aquele que olha para o copo e o vê meio cheio.

A analogia é inteligente, pois trata de como cada um escolhe ver a mesma realidade, o mesmo copo, a mesma quantidade de líquido.

Isso fala de como somos ou de como estamos em determinado momento.

A filosofia tratou questões com essa maestria.

Na visão de alguns como o filósofo Epicteto, a realidade é dividida entre o que podemos e o que não podemos controlar.

Dessa maneira, olhar para a metade cheia é focar no controle da própria mente e fazê-la perceber que há água para se beber.

O Espiritismo, por sua vez, nos mostra um otimismo maduro, sem visão fantasiosa e sem esconder a realidade.

Diante de um mundo difícil, a Doutrina dos Espíritos nos ensina, por exemplo, que o mal é transitório.

Ensina que ser otimista não é fechar os olhos para o charco, para o lado ruim da vida, mas ter a sensibilidade de perceber que a água corre cantando por ele, isto é, que, apesar de tudo, as dificuldades nos ensinam a crescer.

Otimismo é estímulo para o trabalho, vigor para a luta, saúde para a doença das paisagens espirituais, e luz para as densas trevas que se demoram em vitória momentânea.

Alguns viciamos tanto em lamentar pelo copo meio vazio que nos esquecemos de que há água! E que podemos bebê-la. Esquecemos de agradecer pelo líquido salvador que está à nossa disposição.

Por isso, de nada adianta ficarmos vivendo de lamentos, destacando tristezas e desencantos, vendo apenas o que nos falta.

Precisamos enxergar o que temos, o que já conquistamos, sabendo que a existência é uma oportunidade única - não porque tenhamos só uma encarnação - mas, porque essa oportunidade, do jeito que está organizada, da maneira que se configurou para nós, não se repetirá.

Viver sempre esperando o que ainda não temos é armadilha letal que drena nossas forças e sempre resulta em frustração.

*   *   *

O otimismo real fundamenta-se na fé inabalável nas leis divinas.

Quem sabe que o Pai governa o universo não se desespera com o nevoeiro passageiro da tarde.

O pessimismo é uma deserção do dever de ser feliz. Sorrir diante do obstáculo é um ato de coragem que atrai o socorro do Alto.

Leveza diante das dificuldades. Calma perante os desafios. Já somos maduros o suficiente para sabermos entender os acontecimentos e extrair deles o melhor possível.

Assim, da próxima vez que olharmos o copo com água e tivermos que fazer a escolha, pensemos bem e bebamos a água que a vida nos oferece, com gratidão e disposição para prosseguir.

Redação do Momento Espírita
Em 10.9.2026

 

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