Momento Espírita
Curitiba, 07 de Outubro de 2026
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A vida humana é, sem dúvida alguma, o dom mais precioso que recebemos da bondade divina, um talento de especial valor, concedido para o nosso progresso espiritual.

Quando as nuvens escuras do desespero tentam ofuscar a luz da esperança em nossos dias, é imperioso lembrar que as dores do mundo são sempre passageiras, mas a nossa alma é imortal.

A história de Marina é um doloroso retrato das ilusões que tantas vezes abraçamos. Ela era uma jovem que acalentava o doce e nobre sonho de casar-se, ter filhos e constituir uma família.

Enamorou-se perdidamente de Jorge, a quem entregou sua inteira confiança durante dois anos que, infelizmente, se revelariam completamente vãos.

Ela se deixou envolver facilmente por promessas, passeios noturnos e sonhos românticos.

O golpe devastador ocorreu quando, com extrema frieza e aspereza, ele confessou que não a amava e pôs fim ao relacionamento.

Sentindo seu mundo íntimo ruir e não suportando o peso do desprezo, Marina, equivocadamente, acreditou que a morte seria a porta de fuga definitiva para o seu insuportável sofrimento.

Ela de fato conseguiu destruir o seu invólucro físico, mas percebeu, completamente atônita, que continuava viva e consciente. A morte, como fim absoluto, revelou-se uma mera e trágica ilusão.

Ao compreender a realidade inquestionável da vida imortal, um desejo ardente de voltar a viver invadiu a sua alma.

Deu-se conta de que havia jogado fora, pelas próprias mãos, uma encarnação inteira, desperdiçando anos inestimáveis de belíssimas oportunidades.

*

A vida é um presente imensurável. Aprendamos a aguardar o nascer do sol, que nos trará as horas renovadas, em que poderemos contemplar o brilho da esperança.

Mesmo nas noites mais escuras da alma, recordemos que a alvorada sempre despontará, trazendo consigo a doce promessa de um novo dia.

Cada amanhecer é uma página em branco que a bondade celestial nos oferece, um convite para recomeçar.

Quando as feridas do coração parecerem profundas demais e o fardo das decepções ameaçar curvar os nossos ombros, olhemos para o sol que ressurge, todos os dias, soberano no horizonte, espalhando sua luz.

Ele nos ensina, na sua majestade calada, que a Providência Divina nunca nos desampara e que, mesmo após o mais rigoroso inverno das nossas dores, a primavera da esperança invariavelmente florescerá.

Mais do que sobreviver às tempestades, somos chamados a abraçar com entusiasmo as infinitas oportunidades de crescimento que o universo nos reserva a cada instante.

O amanhã guarda um vir a ser que ainda desconhecemos, um horizonte repleto de encontros felizes, de aprendizados libertadores e de conquistas espirituais que engrandecerão a nossa jornada.

Confiar na vida é cultivar a certeza inabalável de que somos guiados por um amor maior e infinitamente sábio.

Por isso, sigamos em frente com coragem e resiliência, transformando cada lágrima em pérola de sabedoria, certos de que as oportunidades de evoluir, de amar e de encontrar a paz são tesouros inesgotáveis que aguardam aqueles que escolhem, todos os dias, honrar o milagre de estar vivo.

Redação do Momento Espírita com base no cap. 22 do
 livro 
A vida escreve, pelo Espírito Hilário Silva, psicografia
de Francisco Cândido Xavier e
 Waldo Vieira, ed. FEB.
Em 7.10.2026

 

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