Não chores quem se vai, quando a faina termina!...
Para lá do sepulcro outra senda começa...
A natureza, em tudo, é sublime promessa,
Tudo ressurge e brilha, ante a glória divina!...
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Esses versos sublimes de Constâncio Alves são uma verdadeira canção de esperança para os nossos dias de saudade.
Eles traduzem a lição de Jesus: Deus não é de mortos, mas, sim, de vivos.
Para acalmar o coração, é imprescindível compreender a morte não como extinção, mas como uma atividade transformadora da própria vida.
Espiritualmente falando, apenas conhecemos um gênero temível de morte: a morte da consciência denegrida no mal, torturada de remorso ou paralisada nos despenhadeiros que marginam a estrada da insensatez e do crime.
Essa sim, é a verdadeira morte da alma, que se encarcera nas sombras de seus próprios desatinos.
Fora disso, é chegada a época de reconhecermos que todos somos vivos na Criação eterna.
Por tardar esse conhecimento em nós, constatamos grandes erros diante da morte dos entes queridos.
Em razão disso, a teologia criou céus e infernos artificiais, rejeitando a lógica reencarnacionista.
Algumas pessoas se apegam à letra, crentes de que o corpo material - apenas vestimenta temporária - deverá ressurgir dos sepulcros.
E outras veem os Espíritos como fantasmas de laboratório, vagando indefinidamente pelo espaço.
Quem passa pela sepultura prossegue trabalhando e aprendendo nas estações do Além.
Lá, tanto quanto aqui, só existe desordem para o desordeiro e equilíbrio para o trabalhador do bem.
Na crosta da Terra ou além dos seus círculos, permanecemos vivos invariavelmente.
Os desencarnados não são magos ou adivinhos para satisfazer curiosidades.
São irmãos de jornada que continuam na luta do próprio aprimoramento.
Tiveram seu tempo na encarnação atual e agora continuam os planos individuais em outra dimensão.
Podem permanecer nesse estado por pouco ou muito tempo, porém, tão logo seja necessário, planejam novo retorno, assim como o fizeram antes.
Recordemos que lidamos com algo semelhante aqui mesmo no planeta, quando parte da família habita outro continente; quando irmãos, filhos, amigos queridos, enfrentam o desafio de um emprego ou um longo período de estudos fora do país.
Há os que se mudam para realizar tratamentos específicos de saúde e ainda os que encontram sua nova família no outro lado do oceano.
O amor não conhece distâncias e se faz ponte de luz sobre todos os abismos do caminho.
Ninguém morre. Ninguém desaparece. Apenas entramos em fases diferentes da vida do Espírito, que é muito maior do que esta que chamamos de existência.
Todos nós já passamos por isso antes. Confiemos nas forças da Providência Divina.
A natureza em tudo é sublime promessa.
Tudo ressurge e brilha!
Tudo em Deus tem um significado muito maior do que podemos, muitas vezes, compreender. Ou mesmo imaginar.
A razão e o coração nos apontam: a morte não existe. Os mortos vivem. O amor dura para sempre.
Redação do Momento Espírita com base no poema
Os mortos vivem, do livro Estrelas no chão, por
Espíritos diversos, psicografia de Francisco Cândido
Xavier, ed. GEEM e no cap. 42, do livro Pão nosso,
pelo Espírito Emmanuel, psicografia de
Francisco Cândido Xavier, ed. FEB.
Em 31.10.2026
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