Momento Espírita
Curitiba, 11 de Fevereiro de 2026
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ícone Lealdade feminina

Aconteceu durante a Idade Média, na Alemanha. Wolf, duque da Bavária, estava cercado em seu castelo pelos exércitos de Frederick, duque de Suábia, e de seu irmão Konrad.

O cerco foi se prolongando. Wolf principiou a cogitar da sua rendição. Era inevitável. Mensageiros iam e vinham, trazendo e levando propostas de acordo, condições e decisões.

Derrotados, Wolf e seus aliados estavam dispostos a entregar o castelo ao inimigo.

No entanto, as mulheres desses homens não estavam preparadas para a derrota.

Enviaram uma mensagem a Konrad, irmão do duque inimigo, pedindo a promessa de salvo-conduto para todas as mulheres do castelo e permissão para que elas levassem os bens que pudessem carregar.

A permissão foi concedida. Afinal, o que poderiam carregar frágeis mulheres? Com certeza, muito pouco, foi o que pensou Konrad.

Então, os portões do castelo foram abertos. Para espanto das tropas inimigas, que as contemplavam, as mulheres foram saindo, uma a uma, levando estranha carga.

Não carregavam ouro, joias, vestimentas ou provisões. Cada uma vinha curvada sob o peso do marido, na esperança de salvá-lo da vingança dos inimigos vitoriosos.

Dizem que Konrad comoveu-se até as lágrimas diante daquela atitude extraordinária.

Apressou-se em garantir a liberdade às mulheres e segurança aos maridos.

Convidou a todos para um banquete e fez um acordo de paz com o duque da Bavária em termos mais favoráveis que o esperado.

Desde então, o monte onde estava situado o castelo passou a ser chamado Lealdade feminina.

*   *   *

As mulheres, desconhecendo a força de que são portadoras, muitas vezes saem a campo para disputar igualdade com os homens.

Desconhecem que, no dia em que quiserem, mudarão o mundo.

À mulher cabe uma importante cota de contribuição com a obra de Deus, oferecendo a sua sensibilidade e a sua inteligência em favor da vida, uma vez que lhe cabe o conduzimento dos homens, dando-lhes as primeiras noções de vida.

Se as mulheres resolvessem mudar a sociedade, bastaria tomar as mãos do homem, ainda criança, e fazer dele um homem justo, um homem de bem.

Para que isso aconteça, é preciso que todos tomemos consciência da nossa missão na face da Terra, que está muito além da disputa de forças e de conquistas de bens materiais.

Recordamos que, certo dia, durante almoço com um casal de amigos, acompanhamos sua discussão sobre problemas domésticos.

Em determinado momento, a questão pendeu para quem representava o cabeça do casal, quem realmente devia comandar o lar. E, por isso, ter a palavra final sobre qualquer questão, das finanças à educação dos filhos.

Após argumentos do marido, a mulher falou com sabedoria: De fato, você é o cabeça, mas eu sou o pescoço e, se eu amanhecer com torcicolo, você estará perdido, pois perderá totalmente os movimentos.

Rimos e o assunto ficou encerrado.

*   *   *

Todos nós, homens e mulheres, somos filhos de Deus, criados para a perfeição.

Se temos que disputar alguma posição, que seja a de serviço ao Criador com coragem e disposição.

Redação do Momento Espírita, com base no cap.
 As mulheres de Weinsberg, versão de Charlotte Yonge,
 de
O livro das virtudes, v. II, de William J. Bennet, ed.
Nova Fronteira, e no cap. 13, do livro
Vereda familiar,
 pelo Espírito Thereza de Brito, psicografia de
 J.Raul Teixeira, ed. Fráter.
Em 11.2.2026

 

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